Por: Diário de João Monlevade
O delegado regional de Polícia Civil de João Monlevade, Paulo Tavares Neto, determinou abertura de inquérito para investigar a mortandade de peixes no rio Piracicaba. A secretária municipal de Meio Ambiente de João Monlevade, Fernanda Ávila, manifestou preocupação com o desastre ambiental e prometeu acompanhar a investigação. O desastre ambiental ocorreu sexta-feira (9), no bairro Santa Cruz, após a chuva que caiu naquele dia.
No sábado (10), a Polícia Militar de Meio Ambiente esteve no local, após ser chamada pelo jornalista e ativista ambiental Geraldo Magela Gonçalves “Dindão”. Os policiais percorreram vários trechos do rio e detectaram o problema somente na região do bairro Tieté, depois da usina da ArcelorMittal.
Moradores relataram à Polícia de Meio Ambiente que nas primeiras chuvas desta época do ano é comum uma mancha escura, com cheiro forte, descer pelo rio. Porém, esta foi a primeira vez que, após o surgimento da mancha, os peixes apareceram mortos em grande quantidade.
Voluntário no projeto Piracicaba - Pela Vida do Rio, Dindão disse que acompanhou os policiais em outros trechos antes do bairro Tieté. No entanto, não havia nenhum sinal de peixes mortos nos demais lugares que foram visitados. “Chegamos a pensar que poderia ser o aterro sanitário, algo como um vazamento de resíduo, já que o depósito está localizado acima do bairro Tieté. No entanto, não encontramos nada de anormal. Os peixes mortos surgiram abaixo, nos bairros Amazonas e Santa Cruz”, explicou Dindão.
O ativista também contatou a assessoria de comunicação da ArcelorMittal para saber se a empresa registrou algum problema na usina nos últimos dias, que poderia ter causado a contaminação da água. A empresa teria prometido verificar.
Dindão disse acreditar que o problema pode estar acontecendo há vários anos e só foi notado agora, porque desta vez muitos peixes morreram. “Há relatos de que na sexta-feira havia peixes pulando pra fora da água”, acrescentou. A Polícia Militar do Meio Ambiente registrou um boletim de ocorrência que foi encaminhado a Polícia Civil.
Por: Diário de João Monlevade


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