GOVERNO DE MG GASTOU 2 MILHÕES EM HOSPITAL DE CAMPANHA QUE FOI DESMONTADO

Dinheiro daria para custear 800 diárias de leitos de UTI ou comprar 8 mil testes RT-PCR, que é o indicado para diagnóstico da Covid-19.


O hospital de campanha construído pelo governador Romeu Zema (Novo) para prestar atendimento durante a pandemia do novo coronavírus foi desmontado meses atrás sem nunca ter funcionado.

Em quatro meses, o hospital de campanha instalado no Expominas, em Belo Horizonte, custou, ao governo de Minas Gerais, cerca de R$ 2 milhões de manutenção, segundo informações disponibilizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Mesmo com um gasto médio de R$ 500 mil por mês ou R$ 15 mil por dia, o espaço não recebeu, até agora, nenhum paciente.
Segundo o TCE, o dinheiro gasto com o hospital de campanha é proveniente de "recursos recebidos por danos advindos de desastres sócio-ambientais", dentro do orçamento da Polícia Militar, que é responsável por gerir o espaço.
A título de comparação, com esta quantia daria para comprar 8 mil testes RT-PCR, considerando o valor médio de R$ 250 a unidade. Este é o teste mais indicado para a realização de diagnósticos de Covid-19. O valor daria também custear 800 diárias de um leito de terapia intensiva, que gira em torno de R$ 2.500 por dia. Ou comprar 40 respiradores pelo preço que o estado comprou, de cerca de R$ 50 mil.
O hospital foi construído ao custo de R$ 5,3 milhões, sendo R$ 4,5 milhões de doações privadas e R$ 800 mil de recursos públicos.






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